Retaliação do Brasil aos EUA pode afetar dólar, inflação e bolsa, alertam economistas

11 de julho de 2025 10:21
Por: Redação

Especialistas apontam riscos ao consumo, investimentos e aumento no risco-país

A resposta do governo brasileiro ao novo “tarifaço” anunciado por Donald Trump — que impôs alíquotas de até 50% sobre produtos importados, incluindo os do Brasil — pode gerar efeitos diretos na economia nacional. Segundo economistas ouvidos por especialistas do setor, medidas de retaliação comercial devem afetar o dólar, a inflação e o desempenho da Bolsa de Valores.

O Planalto estuda revidar com tarifas similares a produtos norte-americanos, principalmente agrícolas, industriais e tecnológicos. Essa escalada de tensões pode elevar a percepção de risco do Brasil, prejudicar o ambiente de negócios e provocar instabilidade nos mercados.

“Se o Brasil optar por medidas duras de retaliação, o dólar pode se aproximar de R$ 5,70 e a inflação voltar a subir, mesmo com o consumo desaquecido”, afirmou o economista André Perfeito.

Outro ponto de atenção é o aumento no risco-país, índice que mede a confiança de investidores estrangeiros. Com o clima externo deteriorado e a perspectiva de menor entrada de capitais, ativos brasileiros podem ser penalizados — impactando diretamente o consumo, os juros e os investimentos.

A equipe econômica do governo trabalha para evitar danos maiores à balança comercial, mas sem abrir mão de responder à altura.

Entenda os possíveis efeitos:

  • Dólar: Pode subir com fuga de capitais e redução nas exportações.
  • Inflação: Produtos importados podem ficar mais caros, pressionando os preços.
  • Bolsa de Valores: Risco elevado pode derrubar ações, especialmente de exportadoras.
  • Risco-país: Com tensão diplomática, investidores ficam mais cautelosos.

Nos bastidores, diplomatas avaliam envolver a Organização Mundial do Comércio (OMC) antes de qualquer medida extrema. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram até o fim de julho.

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