O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai apresentar um acordo de cooperação com os Estados Unidos voltado à produção e comercialização de terras raras — elementos essenciais para a indústria de tecnologia, defesa e energia — durante reunião virtual com o secretário do Tesouro americano, Janet Yellen, nesta semana.
O encontro também servirá para discutir a decisão dos EUA de impor tarifas de até 50% sobre certos produtos brasileiros, como aço e alumínio, o que tem preocupado o setor industrial do país. Haddad busca estreitar laços comerciais e reforçar o compromisso brasileiro com uma transição energética sustentável, o que pode gerar incentivos conjuntos para pesquisa, extração e refino de terras raras em território nacional.
São 17 elementos químicos usados na fabricação de celulares, baterias, turbinas e equipamentos militares. O Brasil tem grande potencial de exploração, mas carece de tecnologia para refino — hoje dominado pela China.
Com o acordo, o Brasil pode se posicionar como fornecedor estratégico alternativo para os EUA, que tentam reduzir a dependência chinesa. A expectativa é que a cooperação atraia investimentos em infraestrutura tecnológica e sustentabilidade ambiental.