Deputados oposicionistas ocupavam o plenário em protesto contra a decisão do STF que colocou Bolsonaro em prisão domiciliar.
Após mais de duas horas de impasse, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Oliveira Motta (MDB), conseguiu negociar com parlamentares da oposição que ocupavam o plenário desde as primeiras horas desta sexta-feira (8), e deu início à sessão legislativa.
A manifestação dos deputados começou na terça-feira (5), em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por descumprimento de medidas cautelares no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado.
Durante o período em que o plenário esteve ocupado, parlamentares de partidos de direita e centro-direita ergueram cartazes e gritavam palavras de ordem, classificando a decisão do STF como “autoritarismo judicial”.

A liberação do espaço ocorreu após reunião a portas fechadas entre Motta e os líderes da oposição, com mediação da liderança do governo na Casa. Ficou acordado que o debate sobre a medida será levado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e que será garantido espaço para manifestação formal da minoria no plenário.
Motta agradeceu o retorno ao diálogo e afirmou que a Câmara “precisa manter sua independência, mas também respeitar as instituições democráticas”. Ainda não há previsão de votação de pautas polêmicas nesta sexta.