A Receita Federal revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estruturou um sofisticado esquema para lavar dinheiro envolvendo diferentes setores da economia. Segundo a investigação, a facção utilizava usinas de álcool, rede de postos de combustíveis, maquininhas de cartão, fintechs e fundos de investimento para movimentar bilhões de reais.
O patrimônio identificado em fundos de investimento controlados pelo grupo já chega a R$ 30 bilhões, demonstrando a complexidade e o alcance das operações financeiras do crime organizado.
O uso de empresas aparentemente legais e de tecnologia financeira dificultava a detecção das transações ilícitas. As autoridades destacam que a estratégia do PCC vai além da criminalidade tradicional, expandindo-se para setores que permitem grande circulação de capital sem levantar suspeitas imediatas.
A investigação segue em andamento, e novas fases podem resultar em bloqueio de ativos e responsabilização de envolvidos no esquema.