O grupo extremista Hamas libertou, na madrugada desta segunda-feira (13), 20 reféns israelenses mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza há mais de 700 dias. A libertação ocorreu poucas horas antes do prazo final estabelecido — às 6h, no horário local — para que todas as vítimas fossem entregues.
Os libertados foram levados a hospitais israelenses para exames médicos e acompanhamento psicológico. O governo de Israel confirmou as libertações e afirmou que outros 28 reféns ainda sob o poder do Hamas estão mortos.
As negociações para a libertação dos reféns envolveram mediação do Egito, do Catar e dos Estados Unidos, e ocorreram em meio à pressão internacional pelo fim dos confrontos e pela abertura de corredores humanitários em Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou a libertação como “um passo importante”, mas reafirmou que as operações militares continuarão até que o Hamas seja completamente desmantelado.
O Hamas, por sua vez, declarou que o ato “demonstra disposição política”, mas voltou a acusar Israel de violações contra civis palestinos.
A guerra entre Israel e o Hamas já ultrapassa dois anos, deixando milhares de mortos e milhões de deslocados, segundo a ONU.