Fernando Haddad (PT) renunciou ao cargo de ministro da Fazenda nesta quinta-feira, 19, e fez um aceno aos eleitores de São Paulo, sem, ainda, confirar a candidatura ao governo de São Paulo nas eleições deste ano. Escolhido para ser a opção da esquerda em meio ao favoritismo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Haddad é peça de influência no xadrez político do governo Lula e teve uma gestão movimentada à frente da pasta. Ele chegou a virar meme por suas taxações, deixou legado com a aprovação de uma reforma tributária articulada por décadas no Brasil e se despede do ministério da economia com o país com uma dívida bruta alta.
Relembre, em destaques, a trajetória de Haddad no ministério da Fazenda:
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Novo Arcabouço Fiscal
O Novo Arcabouço Fiscal foi uma das primeiras medidas de Haddad à frente da Fazenda em 2023, um mecanismo de controle de endividamento que substituiu o então Teto de Gastos. O intuito da mudança é fazer com que o país cresça de maneira sustentável com regras mais flexíveis ao permitir que as despesas cresçam acima da inflação – desde que em um fluxo menor com relação ao aumento das receitas.
O objetivo é zerar o déficit primário — fazer com que o Governo arrecade mais do que gasta, sem contar juros da dívida pública. Nos três anos de Haddad à frente da Fazenda, os resultados têm estado dentro da margem de tolerância da meta fiscal, por mais que ainda não tenham sido zerados.
Desenrola Brasil
No primeiro ano de Haddad como ministro da Fazenda também foi lançado o Desenrola Brasil, um programa de renegociação de dívidas do governo federal que incluiu dívidas negativadas de 2019 a 2022 com valores inferiores a R$ 20 mil.
O programa foi temporário, tendo sido encerrado em maio de 2024. No fim, segundo o Governo Federal, foram mais de 15 milhões de pessoas beneficiadas em meio aos 70 milhões de negativados no Brasil.