“Nunca fui presa. No dia em que a gente chegou ao aeroporto do Ceará, eu vinha toda cheia de droga no corpo. Quando eu passei, tinha dois policiais com dois cachorros. Eu disse: ‘Pronto, é aqui que eu vou ficar. Eles estão olhando para mim, eles vão se tocar, mas seja o que Deus quiser, que Deus me ajude’. Aí eu passei, nem cachorro, nem policial, nem ninguém me parou”. Esse relato é de Maria Solange Paulino Amorim, de 56 anos, ex-usuária de drogas, ex-mula do tráfico e, atualmente, influenciadora, estudante de psicologia e futura escritora.
Da infância humilde à juventude vulnerável, do uso de drogas à exploração do tráfico, do ‘contato’ com Madonna à universidade, a vida de Maria Solange deu muitas voltas e renderia, com facilidade, um filme de Hollywood ou até mesmo um best-seller. Ela, inclusive, tem planos para produzir a autobiografia. Segundo a influencer, falta apenas a editora, porque a história ela já tem.