“Eu acumulo em perdas mais de R$ 1 milhão. Aí você pode me perguntar: ‘E você tinha esse R$ 1 milhão?’. Não. Ao longo do período, eu fui perdendo, fui vendendo coisa.” O relato é de Roberta*, uma comerciante de 54 anos, de São Luís do Maranhão, que faz parte da parcela de brasileiros endividada por causa de jogos de apostas online, as famosas “bets”.
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Ela prefere não se identificar porque até hoje esconde o vício do marido e da filha, mas encontrou suporte na ONG Ângela Maria, fundada por Jéssica Lobo, que perdeu a irmã para um suicídio por causa do vício em bets e se tornou influenciadora contra os jogos. A organização funciona através de grupos de ajuda, em que adictos buscam apoio uns nos outros e recebem assistência psicológica bancada voluntariamente pelos administradores.