“Adeus, Divaldo: despedida simples e cheia de amor marca velório do líder espírita”

15 de maio de 2025 10:55
Por: Redação

Velório de Divaldo Franco tem caixão fechado a pedido do médium; sepultamento será na quinta (15)

Divaldo Franco, um dos maiores nomes do espiritismo no Brasil, foi velado nesta quarta-feira (14) no ginásio da Mansão do Caminho, em Salvador — lugar que ele mesmo fundou e transformou num verdadeiro lar para milhares. O caixão ficou fechado, como ele havia pedido, para que sua imagem sorridente permanecesse na memória de todos.

Divaldo morreu na noite de terça-feira (13), aos 98 anos, em casa, cercado por pessoas próximas. Lutava contra um câncer na bexiga desde o fim de 2023 e vinha sendo acompanhado por cuidados paliativos.

O enterro será nesta quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, também na capital baiana.

Durante o velório, familiares, amigos e admiradores prestaram homenagens emocionadas. Maria da Paz, que viveu na Mansão desde os 4 anos, resumiu o sentimento de muitos:

“Ele nos ensinou o amor na prática. Não era só um discurso. Ele amou cada um de nós como filhos de coração.”

Conhecido por sua voz mansa, ideias firmes e o trabalho incansável pela caridade, Divaldo deixou claro que não queria flores em sua despedida. Preferia que o dinheiro fosse doado para a instituição que construiu e cuidou com tanto carinho ao longo da vida.

A Mansão do Caminho, criada em 1952, virou referência nacional em acolhimento. Hoje, atende mais de 1,6 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade com assistência médica, educacional e espiritual. Um legado vivo, que continua mesmo após sua partida.

Divaldo nasceu em Feira de Santana e, ainda menino, começou a demonstrar sinais de mediunidade. Psicografou seu primeiro livro aos 20 anos — e nunca mais parou. Publicou mais de 260 obras, muitas delas ditadas pelo espírito Joanna de Ângelis, e viajou o mundo dando mais de 20 mil palestras. Em 2019, sua trajetória virou filme.

Mesmo sem filhos biológicos, foi pai de coração para 685 crianças que acolheu ao longo da vida. Um dos “filhos”, Edilson Pereira, disse:

“Somos filhos do amor. Divaldo nos amou com a alma. Somos privilegiados por ter vivido com ele.”

Mansos nas palavras e firmes nas ações, os seguidores e colegas de Divaldo prometem manter seu legado.

“O bem não para. Ele preparou o caminho e agora é nossa vez de continuar”, disse Mário Sérgio Almeida, presidente da Mansão.

Ele1 - Criar site de notícias