Ancelotti fala pela primeira vez como técnico da Seleção e reforça foco no Real até o fim da temporada

13 de maio de 2025 10:04
Por: Redação

Carlo Ancelotti se manifestou publicamente nesta terça-feira (13) pela primeira vez desde que foi anunciado oficialmente pela CBF como novo técnico da Seleção Brasileira.

Em entrevista coletiva no centro de treinamento do Real Madrid, o italiano reforçou seu compromisso com o clube espanhol até o fim da atual temporada.

“Vou ser o técnico do Brasil, o que é um desafio muito importante, mas até o dia 26 sou o técnico do Real Madrid. Quero terminar bem esta reta final dessa fantástica aventura aqui”, disse Ancelotti.

Apesar da confirmação de sua ida para a Seleção, o treinador evitou se aprofundar nos detalhes do acordo com a CBF e destacou que sua atenção está voltada para os últimos três jogos do Campeonato Espanhol.

“O campeonato ainda não acabou. Não queremos ser nós a entregar o título para o adversário. Quero terminar com uma nota alta”, completou.

Ancelotti afirmou que sua oficialização como técnico da Seleção aconteceu no dia 26 de abril, mas o Real Madrid ainda não divulgou o comunicado oficial. “A Federação Brasileira emitiu um comunicado ontem. O clube vai anunciar quando achar adequado”, resumiu.

Compromisso com a Seleção

O treinador comandará o Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, com estreia marcada para junho contra Equador e Paraguai. Ele se reunirá nas próximas semanas com os coordenadores Rodrigo Caetano e Juan para definir a convocação.

“Trazer Ancelotti é mais do que estratégico. É uma declaração ao mundo de que estamos determinados a recuperar o topo”, afirmou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

Carreira vitoriosa

Ancelotti é o maior campeão da história da Liga dos Campeões, com cinco títulos, e o único treinador a conquistar as cinco principais ligas da Europa. Com passagens por Milan, Chelsea, PSG, Bayern e Real Madrid, o italiano chega à Seleção como nome de peso para liderar um novo ciclo até a Copa de 2026.

Curiosamente, sua despedida como jogador foi justamente contra o Brasil, em um amistoso em 1992. Três décadas depois, ele retorna para, desta vez, comandar a equipe.

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