O ano de 2025 termina com dois deputados federais fugindo para o exterior, um ex-presidente preso – o 4º desde a redemocratização – e um parlamentar em autoexílio. Para especialistas consultados pelo Terra, esse cenário é reflexo da democracia frágil do país, ao mesmo tempo em que certa parte da população entendeu que é preciso que os políticos paguem por seus erros.
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Para o cientista político Gustavo Menon, professor na Universidade Católica de Brasília (UCB) e no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (PROLAM-USP), esse cenário mostra que o Brasil ainda tem uma “democracia bastante frágil e de baixa intensidade”. Ele cita como exemplo o processo de articulação do processo de anistia na época da ditadura militar, em que houve uma série de flexibilizações que repercutem até os dias de hoje, e mexem com a nossa estrutura política.