O presidente disse esperar que a CPI investigue o resultado do uso em massa de hidroxicloroquina durante o colapso da saúde em Manaus, no início do ano. E questionou as razões de quem se diz contra o investimento do governo na produção e distribuição do medicamento durante a pandemia.
“Espero que a experiência de Manaus com doses cavalares de hidroxicloroquina seja completamente desnudada pelos senadores. Por que não se investe em remédio? Por que é barato demais? É lucrativo para empresas farmacêuticas ou para laboratórios investir no que é caro? Nós conhecemos isso”, disse.
Bolsonaro afirmou ainda que está “sugerindo” a senadores da base aliada ao governo que fazem parte da CPI o convite para que profissionais que defendem o tratamento precoce falem à comissão.
“Essa CPI, eu tenho certeza, parlamentares, senadores, em especial, vai ser excepcional no final da linha. Que vai mostrar sim o que alguns fizeram erradamente com os bilhões entregues pelo governo para os seus respectivos estados e municípios. Junto àqueles que são isentos e apoiam a verdade, senadores, estamos sugerindo que seja convocado ou convidado autoridades que venham falar do tratamento precoce”, disse.
Guerra química
O presidente da República, também durante o discurso, insinuou, sem mencionar a China, que o novo coronavírus pode ter nascido “em laboratório”. Em seguida, questionou se “não estamos enfrentando uma nova guerra.”
“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês.”
Em março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou um estudo que indica ser “extremamente improvável” que o vírus tenha atingido os humanos devido a um incidente em laboratório.
De acordo com o relatório, é “possível ou provável” que a origem tenha sido contágio direto de animal para humano.
