O presidente Jair Bolsonaro encerrou uma entrevista coletiva após ser questionado sobre a anulação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de provas usadas para denunciar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), por desvio e lavagem de dinheiro. As informações são do UOL.
“Acabou a entrevista”, disse Bolsonaro, antes do repórter terminar seu questionamento sobre o caso.
O senador foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por causa dos desvios do salário de funcionários da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no esquema conhecido como “rachadinhas”, quando Flávio era deputado estadual. Na última terça-feira (23), o STJ anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador, que foi solicitada pelo MP após o compartilhamento de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Hoje, Bolsonaro cortou a palavra de um repórter antes de ele terminar a pergunta sobre a avaliação do presidente sobre a decisão do STJ. “Acabou a entrevista”, disse o presidente, aproximando-se do microfone e saindo do local.
Bolsonaro está no Acre para sobrevoar áreas atingidas pelas enchentes e entregar vacinas contra o coronavírus. O estado está com situação de emergência e calamidade pública decretada. Segundo o Ministério da Saúde, seriam entregues quase 22 mil doses de vacinas contra a covid-19.
“Foram realizadas visitas em unidades de saúde para reestruturar o fluxo de entrada de pacientes que buscam atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou a assessoria da pasta. “Está sendo feito um monitoramento diário da ocupação dos leitos nos hospitais locais e das demandas dos abrigos com estrutura de saúde para assistir à população atingidas pelas inundações.”
O futuro ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que dinheiro do BPC (Benefício de Prestação Continuada) foi liberado para as famílias do Acre a fim de minorar os efeitos das cheias.
Uma comitiva de ministros e integrantes do governo estava com o presidente. A maioria deles apareceu sem máscara na transmissão da TV Brasil, apesar da pandemia de coronavírus.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chamado de “Pazuca” por Bolsonaro, disse que as vacinas vão ser destinadas, principalmente, às áreas atingidas pelas cheias. No entanto, isso não muda a distribuição prioritária aos grupos definidos no plano de vacinação: profissionais de saúde, idosos e indígenas.
Fonte: https://noticias.uol.com.br/

