
As mulheres brasileiras recebem o equivalente a 58% da renda dos homens, de acordo com dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) relativos a 2019, divulgados nesta terça-feira, 15, pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD). Isso deixa o país em 107º lugar no ranking mundial de disparidade de renda liderado pelo Burundi, onde as mulheres ganham 35,7% a mais que os homens, em média.
De acordo com os dados, as mulheres ganham menos em quase todos os países do mundo –as exceções são Burundi, Zâmbia e Timor-Leste.
A renda média em dólares ajustada pelo poder de compra no Brasil em 2019 foi a seguinte:
- Homens: US$ 18.120;
- Mulheres: US$ 7.585
A diferença de renda é parecida com a geral do mundo: em média, as mulheres recebem 56,57% da renda dos homens.
Mesmo nos países com altíssimo IDH, como a Noruega, há diferenças significativas de renda (as mulheres recebem 79% da renda dos homens).
Diferenças dos anos de estudo
Os brasileiros com mais de 25 anos estudaram, em média 8 anos. É menos que a média global, de 8,5 anos.
No entanto, aqui, as mulheres estudaram mais que os homens.
- Mulheres: 8,2
- Homens: 7,7
Há uma diferença de meio ano. O IDH prevê que a diferença de escolaridade entre os gêneros deve aumentar. Para o cálculo do estudo, separa-se a expectativa de anos de escola daqueles que ainda não terminaram os estudos. Entre esses, a previsão é que as mulheres fiquem 15,8 anos estudando, e os homens, 15,1.
Na média global, são os homens que estudaram mais que as mulheres:
- Mulheres: 8,1
- Homens: 9,2
O IDH prevê que aqueles que ainda estão na escola deverão estudar 12,7 anos – tanto homens como mulheres.
Fonte: A tarde
