Brasil recebe tarifa de 50% de Trump — maior do pacote tarifário dos EUA; veja lista completa

10 de julho de 2025 09:31
Por: Redação

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (7) um verdadeiro pacote tarifário global, com tarifas que variam de 20% a 50%, valendo a partir de 1º de agosto, aplicadas de forma recíproca a países que impõem barreiras semelhantes.

O Brasil foi um dos mais afetados, com uma tarifa de 50%, a mais alta entre todos os países notificados India Today+10Investors+10New York Post+10. Trump justificou a ação com base em motivações políticas, afirmando que a Justiça brasileira persegue aliados como o ex-presidente Bolsonaro, descrevendo o processo como uma “caça às bruxas” .

🗒️ Lista de tarifas por país

  • Brasil – 50%
  • Lesotho – 50%
  • Camboja – 49%
  • Laos – 48%
  • Madagascar – 47%
  • Vietnã – 46%
  • Myanmar – 44%
  • Sri Lanka – 44%
  • Bangladesh – 37%
  • Tailândia – 36%
  • Índia – 26%
  • China – 34% (+ tarja prévia de 20%, total de 54%)
  • União Europeia – 20%
  • Japão – 24%
  • Coreia do Sul – 25% Moneycontrol+3The Independent+3TIME+3

Outras nações como EUA recíprocos, seguem entre 20% e 40% .

📊 Por que esse ‘tarifaço’?

Trump alega que essa é uma maneira de corrigir desequilíbrios comerciais: os EUA praticam tarifas médias de 2‑3%, enquanto alguns países chegam próximo a 60%, segundo sua análise . Ele também relacionou a medida a disputas políticas internas no Brasil, especialmente o processo contra Bolsonaro .

🇧🇷 Reações brasileiras imediatas

O presidente Lula afirmou que “o Brasil não aceitará tutela” e anunciou medidas retaliatórias via a Lei de Reciprocidade Econômica, incluindo tarifas sobre produtos americanos .

O real recuou nas horas seguintes ao anúncio, e o índice da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) já acusa baixas nas negociações pré-mercado El País. Representantes do comércio e indústria brasileira reclamam de dificuldades na exportação e pedem negociação urgente .

🔮 O que vem a seguir

  • A medida entra em vigor em 1º de agosto, abrindo prazo para negociações ou acordos bilaterais até lá.
  • O Brasil pode aplicar tarifas retaliatórias e buscar recursos na Organização Mundial do Comércio (OMC) — estratégia que já está sendo avaliada por Brasília .
  • Ainda há riscos de efeito dominó global, com China, UE e outros aliados traçando contra-ataques ou ajustes tarifários.
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