Compra de usados no Minha Casa, Minha Vida bate recorde e preocupa construtoras; governo ajusta regras

3 de julho de 2025 11:16
Por: Redação

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) nunca financiou tantos imóveis usados.
Em 2024, foram 155,1 mil contratos de casas e apartamentos já prontos, o maior número da história do programa e 27 % de tudo o que foi financiado (427,9 mil eram unidades novas)

Por que o setor de construção está em alerta?

As construtoras dizem que imóveis novos geram obra, emprego e giram o FGTS. Já usados não movimentam canteiro e, portanto, “esvaziam” o caixa do fundo que banca o programa catanduvasemfoco.com.br.
Com o “cobertor curto” do FGTS e o salto nos financiamentos de usados entre 2023 e 2024, o governo apertou as regras:

MedidaComo era (2023)Como ficou (ago / 24)
Limite de preço – Faixa 3*R$ 350 milR$ 270 mil
Entrada mínima (Sul/Sudeste)30 %50 %
Entrada mínima (N/NE/CO)20 %30 %

*Faixa 3 atende renda de R$ 4.400 a R$ 8 mil.

2025: regras voltam a afrouxar

Faixa 4 criada em maio: permite comprar imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil para renda familiar até R$ 12 mil, com juros de 10 % a.a. — ainda abaixo do crédito bancário (12 %+) agenciabrasil.ebc.com.br.
• Entrada exigida para usados caiu de 50 % para 35 % (Sul/Sudeste) e de 30 % para 20 % (N/NE/CO) em 2025, aliviando o bolso da classe média catanduvasemfoco.com.br.

Por que a demanda por usados explodiu?

  1. Taxa do MCMV é menor que o financiamento comum.
  2. Estoques novos em queda: lançamentos fora do programa recuaram 5,5 % no 1º tri, segundo a CBIC gov.br.
  3. Promoção de crédito: bancos regionais e Caixa aceleraram a aprovação de contratos com FGTS.

Quem vence e quem perde

  • Ganha o comprador: mais oferta e juros reduzidos.
  • Perde o canteiro: menos obras significam menos emprego formal no setor, alerta a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) catanduvasemfoco.com.br.

Próximos passos

O Ministério das Cidades estuda novo ajuste nos limites de subsídio para empatar o orçamento entre subsídios e produção.
No Congresso, empreiteiras pressionam por prioridade para moradias novas nos próximos ciclos de FGTS.

“Imóvel novo alimenta emprego, FGTS e toda a cadeia de materiais. Usado não gera obra”, diz Ely Wertheim, vice‑presidente da CBIC. gov.br


Em resumo: O MCMV equilibra dois pratos — ajudar quem quer comprar casa pronta e manter a construção civil ativa. Em 2024/25, o prato dos usados pesou mais. Construtoras querem que 2026 traga regras que voltem a privilegiar lançamentos, enquanto o governo tenta ajustar o programa sem travar o acesso da classe média ao crédito habitacional.

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