O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) para decidir se mantém ou encerra o ciclo de alta da Selic, atualmente em 14,75% ao ano — o maior nível em quase 20 anos.

Desde setembro do ano passado, a taxa básica de juros subiu por seis reuniões consecutivas como forma de conter a inflação. Agora, parte dos analistas acredita que o cenário já permite pausar os aumentos, especialmente após a desaceleração do IPCA em maio.
“Talvez o pior da inflação tenha passado. A expectativa é que o IPCA feche 2025 em 5,30%”, avaliou o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal.
Mesmo assim, alguns bancos ainda projetam nova alta, o que levaria a Selic para 15% ao ano. Segundo o C6 Bank, o Copom pode adotar cautela diante da inflação ainda acima da meta e da resiliência do mercado de trabalho.
Por que os juros estão altos?
A Selic é a principal ferramenta do BC para conter a inflação. Como o sistema de metas exige projeções dentro de uma faixa (entre 1,5% e 4,5%), o juro precisa ser calibrado com foco nas projeções futuras, e não apenas nos números atuais.
O problema é que o mercado projeta inflação acima da meta para os próximos anos:
- 2025: 5,25%
- 2026: 4,5%
- 2027: 4%
- 2028: 3,85%
Ou seja: ainda fora do centro da meta de 3%, o que justifica o tom mais conservador do Banco Central.
Governo pressiona por queda
O presidente Lula voltou a dizer que espera que o BC comece logo a cortar juros. Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que manter os juros altos por mais tempo pode ser necessário para controlar as expectativas de inflação.
Efeitos para o brasileiro
Juros altos significam:
- Crédito mais caro
- Menor consumo
- Rendimento maior para investimentos de renda fixa
- Freio no crescimento econômico e no emprego
O anúncio da decisão sai nesta quarta-feira (18), após as 18h.
