Dólar oscila com tarifas de Trump e guerra na Ucrânia no radar; bolsa sobe

17 de fevereiro de 2025 12:05
Por: Redação

Na sexta-feira (14), o dólar à vista fechou em queda de 1,22%, a R$ 5,6974 – a menor cotação de fechamento desde 7 de novembro de 2024

Da CNN*17/02/2025 às 09:33 | Atualizado 17/02/2025 às 10:27

Notas de dólares
Notas de dólares • Dado Ruvic/Reuters
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dólar à vista oscilava pouco nesta segunda-feira (17), com investidores em busca de possíveis impulsionadores em uma sessão de poucos dados econômicos e de mercados fechados nos EUA devido ao feriado do Dia dos Presidentes, enquanto o foco permanece sobre os planos tarifários de Donald Trump.

Às 10h24, o dólar à vista caía 0,09%, a R$ 5,6988 na venda.

No mesmo horário, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,41%, a 128.744,42 pontos.

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Na sexta-feira (14), o dólar à vista fechou em queda de 1,22%, a R$ 5,6974 – a menor cotação de fechamento desde 7 de novembro de 2024.

Contexto internacional

As atenções se voltarão nesta semana para o encontro entre autoridades dos EUA e da Rússia na Arábia Saudita, com ambos os lados se dizendo comprometidos em restabelecer os laços diplomáticos e encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, após quase três anos da invasão russa ao país vizinho.Play Video

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As conversas entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler russo, Sergei Lavrovchegou, estão programadas para começar na terça-feira, em Riade.

O conflito na Ucrânia tem influenciado as decisões de investidores nos últimos três anos, principalmente devido a seu impacto em preços de commodities, como grãos e petróleo.

Os investidores também continuam à espera de novas notícias sobre os planos tarifários de Trump, após ele ter orientado sua equipe econômica na semana passada a estudar as taxas e barreiras comerciais impostas aos produtos dos EUA, o que pode levar à implementação de tarifas recíprocas.

Nas últimas semanas, no entanto, os mercados têm demonstrando alívio com a questão, afastando um pouco os temores de guerra comercial, uma vez que a percepção é de que as ameaças tarifárias de Trump, que tem potencial impacto inflacionário, são mais uma tática de negociação do que planos concretos.

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“Feriado nos EUA hoje, então volume absolutamente reduzido de negócios. Não teremos exterior ditando o câmbio, como tem ocorrido com frequência. O pregão de hoje ainda não tende a servir de parâmetro para o que o mercado espera para a semana”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,05%, a 106,840.

Na cena doméstica

Sados do Banco Central mostraram nesta manhã que a atividade econômica brasileira encerrou 2024 com crescimento de 3,8% mesmo depois de contrair mais do que o esperado em dezembro, mostrando que perdeu força no quarto trimestre como esperado.

Já o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu bem mais do que o esperado em fevereiro, em 0,87%, depois de ter avançado 0,53% no mês anterior, com pressão maior do café tanto no atacado quanto no varejo, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na pesquisa semanal Focus do BC, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, analistas passaram a ver uma inflação mais alta ao fim de 2025 e 2026.

O levantamento mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,60% ao fim deste ano, de 5,58% na pesquisa anterior. Para 2026, a projeção para a inflação é de 4,35%, de 4,30%

*Com informações da Reuters

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