“Apressa-te devagar”. O paradoxo linguístico, traduzido do latim festina lente, é como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, define o lema de sua gestão. Em entrevista exclusiva ao Estadão, o ministro explica que tem urgência para institucionalizar novas regras éticas na Corte, mas recusa o atropelo: “Não pode ser de forma açodada”.
A conversa ocorreu no fim da tarde da última sexta-feira, 23, enquanto Fachin tomava chimarrão em seu gabinete, um dia após a divulgação de uma nota em defesa do Tribunal no rastro do caso Banco Master. O ministro não quis avaliar condutas individuais de colegas, como a condução controversa de Dias Toffoli no processo do Master ou a abertura de mais uma investigação sigilosa por Alexandre de Moraes no inquérito das Fake News.
