Grupos monetizam desinformação sobre autismo e vendem substância tóxica a quem busca cura

5 de dezembro de 2025 08:37
Por: Redação

Roberta encontrou em uma comunidade online a promessa de cura de seu filho de cinco anos, diagnosticado com autismo. Seguindo orientações, ela deu ao menino algumas doses de dióxido de cloro, e também ingeriu o mesmo líquido, para tratar outros problemas de saúde. O que os dois tomaram como medicamento alternativo é, na verdade, uma substância tóxica e corrosiva, usada na fabricação de produtos de limpeza. Após alguns dias, o efeito era devastador.

“Pensei que íamos morrer”, relatou a mãe, no grupo de mensagens que a aconselhava. Mas ela não se queixava nem admitia ter sido iludida — queria saber o que tinha feito de errado. Outros usuários e administradores do grupo, que lucram com a venda do falso medicamento, a incentivaram a voltar a intoxicar a criança, com a falsa alegação de que isso iria curá-la. O “tratamento” tinha duração de três meses.

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/grupos-monetizam-desinformacao-sobre-autismo-e-vendem-substancia-toxica-a-quem-busca-cura,1ed0fee535bb1a2d520e5ae4c9c29e172bs25pdg.html?utm_source=clipboard
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