Bolsonaro já concordou em seguir o conselho de Guedes e vetar parcialmente a lei orçamentária, mas em valor abaixo do desejado pelo ministro

O impasse entre a equipe econômica e o Congresso sobre o Orçamento de 2021 deve terminar com o presidente Jair Bolsonaro aceitando apenas parte dos apelos do ministro Paulo Guedes por mais austeridade, uma vez que parlamentares e a ala política do governo pressionam por mais gastos antes das eleições do ano que vem.
Bolsonaro já concordou em seguir o conselho de Guedes e vetar parcialmente a lei orçamentária deste ano para restaurar gastos obrigatórios com Previdência que foram deixados de fora da proposta pelo Legislativo. No entanto, em sintonia com congressistas e a ala política de seu governo, Bolsonaro quer manter recursos para obras e verbas para emendas. Com isso, dificilmente o tamanho do corte será o que Ministério da Economia está defendendo, disseram quatro pessoas com conhecimento do assunto que pediram anonimato porque as discussões não são públicas.
A equipe econômica defende restabelecer entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões em gastos obrigatórios, disseram duas pessoas. O problema é que equilibrar o Orçamento nesse montante significa menos dinheiro para emendas. É por isso que o Congresso e autoridades políticas do gabinete do presidente dizem que o montante defendido por Guedes tem que ser menor.
