
Na madrugada de 13 de junho de 2025, Israel lançou a operação militar chamada Operation Rising Lion, realizando ataques aéreos em massa — segundo fontes — contra cerca de 100 alvos nucleares e militares no Irã, incluindo a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, bases de mísseis em Khondab, Khorramabad, Tabriz, além de instalações em Teerã e outras regiões
As autoridades iranianas afirmam que vários comandantes de alto escalão foram mortos, dentre eles:
- Maj. Gen. Hossein Salami, comandante-chefe da Guarda Revolucionária (IRGC);
- Major‑General Mohammad Bagheri, chefe do Estado‑Maior das Forças Armadas;
- Amir Ali Hajizadeh, comandante da Força Aeroespacial da IRGC;
- Gholamali Rashid, chefe do quartel-general Khatam al-Anbia
O Irã também informou a morte de seis cientistas nucleares, nomeando quatro deles: Fereydoun Abbasi‑Davani, Mohammad Mehdi Tehranchi, Abdolhamid Manouchehr, Ahmad Reza Zolfaghari, além de mais dois — totalizando seis, como relataram a Reuters e a AP.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que o ataque foi uma “declaração de guerra” e responsabilizou também os Estados Unidos, afirmando que não poderia ter sido realizado sem o consentimento de Washington. Em resposta, o País já procedeu com substituições imediatas nos cargos de Salami e Bagheri, nomeando Ahmad Vahidi e Habibollah Sayyari respectivamente.
Trump impõe ultimato e pede “acordo nuclear agora”
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou o ataque como “excelente” e afirmou que “há mais por vir”, ressaltando que no último mês de abril havia dado ao Irã um ultimato de 60 dias para fechar um acordo nuclear — prazo que expirou. Trump disse:
“Eles deviam ter feito!” … “Hoje é o dia 61. Agora talvez tenham uma segunda chance.” reuters.com
Em entrevista à ABC, Trump reiterou que os EUA não participaram diretamente da operação, mas alertou que ataques futuros poderiam ser ainda mais brutais, e conclamou o Irã a aceitar um acordo antes que “não haja mais nada” reuters.com+3washingtonpost.com+3theguardian.com+3.
Retaliação e escalada na região
- O Irã retaliou lançando mais de 100 drones, a maioria interceptados pela defesa aérea de Israel aljazeera.com+6apnews.com+6nypost.com+6.
- O Primeiro-Ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que a operação continuará “por quantos dias forem necessários” para eliminar a ameaça iraniana npr.org+1apnews.com+1.
- Autoridades globais e lideranças regionais, como Rússia, Turquia e Arábia Saudita, expressaram grave preocupação e pedem contenção, advertindo para o risco de ampliação do conflito .
Alcance e consequências
- Estima-se que mais de 200 aeronaves israelenses tenham sido usadas, lançando cerca de 330 munições em múltiplas ondas de ataque en.wikipedia.org.
- Objetivos incluíram não só instalações nucleares, mas também sistemas de defesa aérea — segundo o exército israelense, para neutralizar contra-ataques iranianos .
- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que não houve aumento nos níveis de radiação e que apenas Natanz foi afetada, sem danos relatados em Fordow, Bushehr ou Isfahan en.wikipedia.org+10theguardian.com+10theaustralian.com.au+10.
Um momento crítico: diplomacia em risco
- Os ataques ocorreram às vésperas de uma nova rodada de negociações nuclear no Omã, agora incertas devido à escalada .
- O risco maior agora é uma retaliação iraniana prolongada — por drones, mísseis balísticos ou ações por meio de milícias e aliados na região, incluindo os houthis no Iêmen .
O ataque israelense representa uma reviravolta dramática na tensão entre Teerã e Jerusalém, com potencial de mergulhar o Oriente Médio em um conflito aberto. A resposta do Irã, o endurecimento dos EUA via Trump e o receio global de um efeito dominó reforçam a urgência de diplomacia e contenção.
