Uma mulher que foi resgatada após ser mantida em cárcere privado pelo companheiro, em Gongogi, no sul da Bahia, já havia enviado outros dois pedidos de socorro antes de a situação chegar ao conhecimento das autoridades.
Segundo o delegado Rodrigo Fernando de Souza, responsável pela investigação, a vítima utilizava o filho, de 7 anos, para entregar os bilhetes na escola onde a criança estudava. Em uma das mensagens, ela relatou que sofria ameaças frequentes e afirmou que já não suportava mais a situação.
A Prefeitura de Gongogi informou que determinou uma apuração interna na unidade escolar para esclarecer quando os bilhetes foram recebidos e como as informações foram encaminhadas. Segundo a gestão municipal, as mensagens foram posteriormente entregues à polícia pela diretora da escola.
VÍTIMA RELATOU ANOS DE AGRESSÕES E AMEAÇAS
De acordo com a investigação, a mulher relatou que sofria agressões e ameaças havia cerca de oito anos. A situação teria se agravado recentemente, quando ela passou a ser impedida de sair de casa e de manter contato com familiares.
Em um dos bilhetes, a vítima relatou que era ameaçada de morte e descreveu ameaças feitas pelo companheiro.
Além das mensagens escritas, ela também desenhou uma mulher chorando em uma página do caderno do filho, numa tentativa de demonstrar a situação em que se encontrava.
A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
SUSPEITO SEGUE PRESO

Após receber as informações, policiais passaram a monitorar o imóvel onde a mulher estava. Segundo a polícia, foi constatado que ela realmente não deixava o local.
O suspeito foi preso na quarta-feira (2). No dia seguinte, quinta-feira (3), durante audiência de custódia em Ubaitaba, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
Conforme informações da TV Santa Cruz, o homem deverá ser encaminhado para o Conjunto Penal de Itabuna.
O caso segue sob investigação, e a vítima e os filhos recebem acompanhamento e proteção dos órgãos responsáveis.
FONTE: G1 BAHIA / TV SANTA CRUZ / POLÍCIA CIVIL
IMAGENS: POLÍCIA CIVIL
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