A prática é um ótimo complemento para a musculação, pois foca em músculos estabilizadores, flexibilidade e amplitude de movimento, contribuindo para um corpo mais preparado para suportar cargas com segurança e minimizar o risco de lesões
Priscila Carvalhocolaboração para a CNN18/11/2024 às 07:00

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O pilates é amplamente reconhecido por seus benefícios na flexibilidade, mobilidade e fortalecimento do core, mas também pode contribuir para o ganho de massa muscular, mesmo que de maneira distinta em comparação com a musculação tradicional.
“Utilizamos tanto o peso do corpo quanto a resistência dos aparelhos, como o reformer e o cadillac, promovendo contrações musculares isométricas e excêntricas que tonificam e fortalecem a musculatura”, explica a fisioterapeuta e professora da modalidade Josi Araújo. Embora o pilates envolva uma abordagem mais sutil para o fortalecimento muscular, ele é ideal para quem busca um desenvolvimento equilibrado e resistente do corpo.
A diferença entre pilates e musculação está nos métodos e resultados: enquanto a musculação foca na hipertrofia com cargas elevadas, o pilates promove uma musculatura funcional e integrada, que é menos voltada para volume e mais para resistência. Segundo Araújo, essa prática “melhora a estabilidade articular e previne lesões”, sendo especialmente recomendada como um complemento ao treino de força para quem busca melhor desempenho em outras atividades.
Durante uma aula de pilates, o core é o centro das atenções, englobando abdômen, lombar, pelve e quadril. Esse foco é essencial para a estabilidade corporal e a postura, mas a prática vai além, incluindo grandes grupos musculares como glúteos, quadríceps, isquiotibiais, adutores e membros superiores, como peitorais e dorsais.
Conforme Araújo destaca, “o fortalecimento ocorre por contrações isométricas e excêntricas, que ativam as fibras musculares de maneira controlada, criando uma musculatura funcional e resistente.”