Rui diz que não há colapso do sistema de saúde da Bahia ‘no horizonte’

Unidades de emergência são as que estão sofrendo com procura maior
Unidades de emergência são as que estão sofrendo com procura maior (Nara Gentil/Arquivo CORREIO)

Hospitais não estão lotados, mas número de infectados preocupa

“A Bahia não vê no horizonte risco de colapso do sistema de saúde por conta da covid-19”, afirmou nesta segunda-feira (17) o governador Rui Costa, durante um evento. Ele afirmou que a situação da pandemia preocupa por conta do alto número de infectados, mas com avanço da vacinação a pressão em hospitais é menor.

“Por enquanto não há no horizonte nenhuma expectativa de colapso em função da covid do sistema de saúde. O que tem são unidades básicas lotadas, emergências lotadas, UPAs lotadas”, disse. “Não há lotação nos hospitais”, ressaltou.

O número de pessoas com covid-19 hospitalizadas praticamente dobrou no estado em relação a dezembro de 2021, destaca. “Não tem risco iminente no horizonte para o sistema de saúde, mas nos preocupa o ritmo de crescimento da doença. Estamos com 9 mil contaminados”, afirmou.

Rui não descartou abrir novos leitos de UTI pediátrico ou adulto. “Se necessário for, abriremos. Estamos monitorando”, disse o governador.

Sobre a chegada da vacinação para crianças de 5 a 11 anos, ele destacou que o papel do governo baiano é ajudar na distribuição das doses. “Estado não vacina. Ele dá apoio para que a vacina chegue lá. O lote que já chegou nós já distribuímos proporcional à população de cada município. Quando chegar o segundo lote a gente distribui. A logística nossa é que a vacina chegue em 24h a todas as regiões da Bahia”, disse.

O governador voltou a pedir que quem está apto tome a vacina, incluindo a terceira dose. Ele lembrou do decreto da semana passada que reduz a capacidade de público permitida em eventos e disse que a fiscalização será severa. “Estou pedido aos bombeiros que previamente fiscalizem os lugares onde estão programadas festas. Fiscalize a festa em si e seja absolutamente rigoroso, usando o máximo que a lei permitir, para eventualmente cassar registro de funcionamento dos espaços que não estiverem habilitados, primeiro para fazer festa, e segundo que não respeitarem o decreto”, destacou.