Secretaria de Desenvolvimento Social, realiza ações de conscientização no Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes.

Durante a manhã foi realizado um pit-stop sobre a campanha em ponto estratégico da cidade para promover a sensibilização e mobilização da população, para o enfrentamento, defesa e garantia dos direitos da criança e do adolescente.

Além disso, foi realizada a entrega de materiais informativos sobre o tema e kit-Covid19.

O Secretário de Desenvolvimento Social, José Costa, orientou a população sobre a importância da denúncia. “A população não pode se calar diante de tal crime contra nossas crianças e nossos adolescentes. É preciso denunciar através do Disque 100, pois a violência e o abuso sexual deixam marcas psicológicas muito pesadas. A denúncia é nossa melhor arma contra isso”, disse.

Foi realizado no final da tarde um buzinaço nas ruas da cidade, que envolveram mototaxistas e o conselho tutelar de Prado. De acordo com a coordenadora do CREAS, Alba Paludi, durante toda a semana será realizada ações no município com o objetivo de conscientizar a população sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Como Identificar os sinais de abuso:

O primeiro sinal a ser observado é uma possível mudança no padrão de comportamento das crianças. Segundo a psicóloga Isabelle de Oliveira, esse é um fator facilmente perceptível, pois costuma ocorrer de maneira repentina e brusca.

“Por exemplo, se a criança nunca agiu de determinada forma e, de repente, passa a agir. Se começa a apresentar medos que não tinha antes – do escuro, de ficar sozinha ou perto de determinadas pessoas. Ou então mudanças extremas no humor: a criança era superextrovertida e passa a ser muito introvertida. Era supercalma e passa a ser agressiva”, afirmou.

A mudança de comportamento também pode se apresentar com relação a uma pessoa específica, o possível abusador.

“Como a maioria dos abusos acontece com pessoas da família, às vezes a criança apresenta rejeição a essa pessoa, fica em pânico quando está perto dela. E a família estranha: ‘Por que você não vai cumprimentar fulano? Vá lá!’. São formas que as crianças encontram para pedir socorro, e a família tem que tentar identificar isso”, afirma a psicóloga.

Em outros casos, a rejeição não se dá em relação a uma pessoa específica, mas a uma atividade. A criança não quer ir a uma atividade extracurricular, visitar um parente ou vizinho ou mesmo voltar para casa depois da escola.

O que fazer?

Caso identifique um ou mais dos indicadores listados acima, o melhor a se fazer é, antes mesmo de conversar com a criança, procurar ajuda de um especialista que possa trazer a orientação correta para cada caso.

“Há muitas dessas características que são semelhantes às de um adolescente em desenvolvimento. Por isso que é importante ter avaliação de alguém que é especialista nisso. Um psicólogo, por exemplo. Se tiver dúvidas, a pessoa pode perguntar na escola, que costuma ter profissionais treinados pra identificar esses casos”, disse Isabelle.

É sempre aconselhável também acionar o Sistema de Garantia de Direitos, por meio do Conselho Tutelar, Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) ou Vara da Infância e da Juventude para encontrar caminhos para uma resposta mais adequada.

Muitas vezes por se sentir culpada, envergonhada ou acuada, a criança acaba não revelando verbalmente que está ou que viveu uma situação de abuso. Mas há situações também em que ela tenta contar para alguém e acaba não sendo ouvida. Por isso, o principal conselho dos especialistas é sempre confiar na palavra dela.

“Em primeiro lugar, é importante que quando a criança tentar falar alguma coisa, que ela se sinta ouvida e acolhida. Que nunca o adulto questione aquilo que ela está contando. Ou que tente responsabilizá-la pelo ocorrido”, afirmou a psicóloga Isabelle de Oliveira.

Não se cale! Disque 100 para denunciar ou entre em contato com o Conselho Tutelar de nossa cidade Tel.: (73) 3021-1170 / Cel.: (73) 99965-8946.

 

Fonte: Prefeitura de Prado