Walter Vieira foi detido durante operação da Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (14)
Rafael SaldanhaRachel Amorimda CNN14/10/2024 às 07:45 | Atualizado 14/10/2024 às 09:35
Trocar imagemTrocar imagem1 de 1314/10/2024 – Operação – DECON – Delegacia Especial de Crimes Contra o Consumidor – Laboratório PCS Saleme – Fotos: Rafael Campos • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemPolícia realiza operação no Laboratório PCS Saleme, responsável pela contaminação de transplantados por HIV • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemAção faz parte da primeira fase da Operação “Verum”, deflagrada nesta manhã • Divulgação/Enrico Rubin/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemAção cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão • Divulgação/Enrico Rubin/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemAgentes do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) também participam da operação • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemNa última sexta-feira (11), a Polícia Civil informou que investigava o caso • Divulgação/Enrico Rubin/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemAgentes do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) também participam da operação • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemInvestigação suspeita que o laboratório tenha falsificado laudos em outros casos • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemLaboratório fez testes equivocados de HIV, que resultou na infecção de seis pessoas com o vírus • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemWalter Vieira, sócio do PCS Lab Saleme, foi preso por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil do Rio de Janeiro • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemDurante a operação, um dos sócios do laboratório foi preso • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemObjetivo da ação é identificar os responsáveis pela emissão de laudos falsos que resultaram no transplante de órgãos infectados com HIV • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ
Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagemAo todo, 40 agentes participam da ação • Divulgação/Rafael Campos/Governo RJ












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Um dos sócios do laboratório que fez os testes equivocados de HIV, que resultou na infecção de seis pessoas com o vírus, foi preso na manhã desta segunda-feira (14), no Rio de Janeiro.
Walter Vieira, sócio do PCS Lab Saleme, foi preso por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante a primeira fase da Operação “Verum”, deflagrada nesta manhã.
Seis pessoas foram infectadas com HIV após passarem por transplantes de órgãos na rede pública de saúde do RJ. A Secretaria de Estado de Sáude (SES-RJ) contratou o laboratório para realizar os exames nos doadores de órgãos a partir de dezembro de 2023.
A ação da polícia cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão na manhã de hoje. Ao todo, 40 agentes participam da ação.
Ivanildo Fernandes dos Santos, responsável técnico do laboratório, também foi preso na operação. Além disso, o sócio Matheus Sales Teixeira Bandoli Vieira, filho de Walter, foi conduzido pela polícia para prestar depoimento.
“O crime é inaceitável e atenta contra a vida e a dignidade humana. Não descansaremos até que todos os envolvidos nesse esquema criminoso sejam identificados e punidos de acordo com a lei. A vida de inocentes foi colocada em risco, e o Estado não permitirá que esse tipo de crime fique impune”, declara, em nota, o governador Cláudio Castro.
O objetivo é identificar os responsáveis pela emissão de laudos falsos que resultaram no transplante de órgãos infectados com HIV para seis pacientes. A investigação ainda suspeita que o laboratório tenha falsificado laudos em outros casos.
Em nota, a empresa informou que uma sindicância interna apontou indícios de erro humano em dois testes de HIV, que resultou na infecção dos seis pacientes.
Na última sexta-feira (11), a Polícia Civil informou que investigava o caso. O Ministério Público do Rio de Janeiro também instaurou um inquérito civil para apurar as infecções.
“Determinei imediatamente a instauração do inquérito, atendendo a determinação do governador para que os fatos fossem investigados com maior
rigor e rapidez. Conseguimos elementos para representar pelas cautelares junto à Justiça em tempo recorde, para que os culpados sejam punidos com a maior celeridade”, afirma em nota o secretário de Estado da Polícia Civil, Felipe Curi.
Agentes do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) também participam da operação.
Também na manhã desta segunda-feira (14), a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a infecção dos pacientes. Os investigadores devem colher depoimentos de testemunhas, de representantes do laboratório responsável e dos pacientes infectados.
O PCS Lab Saleme informou à CNN, em nota, que repudia a suposta existência de um esquema criminoso para forjar laudos dentro do laboratório. Leia abaixo:
“A defesa de Walter e Mateus Vieira, sócios do PCS Lab Saleme, repudia com veemência a suposta existência de um esquema criminoso para forjar laudos dentro do laboratório, uma empresa que atua no mercado há mais de 50 anos. Ambos prestarão todos os esclarecimentos à Justiça”.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) investiga a infecção de pacientes com HIV após receberem órgãos transplantados no Rio de Janeiro.
A CNN confirmou que os testes foram realizados pelo laboratório PCS Lab Saleme, que possui sede em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O laboratório foi contratado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) para testar os doadores de órgãos. O contrato, firmado pela Fundação Saúde do RJ em dezembro de 2023, tinha duração de 12 meses e um valor total de cerca de R$ 11 milhões.
Segundo apurou a CNN, os infectados já estão cientes e órgãos de outros 288 doadores estão passando por nova testagem no estado.
Esta é uma situação sem precedentes no Brasil. Apenas no Rio de Janeiro, 16 mil pessoas já passaram por transplantes desde 2006.