O aumento da tarifa de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já gera reflexos diretos no setor de madeira. Desde julho, pelo menos 1,4 mil funcionários foram colocados em férias coletivas e 100 trabalhadores perderam seus empregos em diferentes estados.
Segundo representantes do setor, a medida americana reduziu a competitividade da madeira brasileira no mercado externo, afetando principalmente pequenas e médias exportadoras. Muitas empresas alegam não ter condições de manter o mesmo ritmo de produção diante da queda nos pedidos.
Além das demissões e férias coletivas, há relatos de paralisações temporárias em linhas de produção. Analistas alertam que, caso o cenário persista, o impacto poderá se ampliar para outros segmentos ligados à cadeia da madeira, como móveis e papel.
O governo federal anunciou que busca soluções para minimizar os efeitos do chamado “tarifaço”, mas empresários afirmam que as medidas precisam ser rápidas para evitar novas perdas de empregos e fechamento de fábricas.
